Sob o céu estrelado e escuro de Paris, Juliette caminhava. Ela havia acabado de abater sua vítima no bairro ao lado e agora procurava ir para sua casa comunal, que ficava há quatro quadras de distância dali. Porém, teria que passar pela rua abarrotada e quente que era ali, lotada de mortais voltando para casa depois de mais um dia de trabalho. Não a incomodava mais andar por entre os humanos, já era seu costume, uma vez que ela vagava sozinha, não tinha seu clã e, por tanto, vivia de cidade em cidade, de casa comunal á casa comunal. Ela agora se “hospedava” em uma casa disfarçada de livraria/bar, muito velha e pouco freqüentada, já que seus freqüentadores eram seres sinistros, aos olhos humanos.
Juliette, assim como toda vampira, dotava de uma beleza incrível, porém perigosa, uma vez que era incomum comparada com mulheres imortais. Seus olhos, um tom de violeta extraordinário e elétrico, se escondiam por de trás de um par de óculos com a lente muitíssima escura e seu corpo, muito bem formado com a pele quase translúcida, carregava por cima uma sobrecasaca bege, com a gola mais longa que o normal, amarrada por um cinto na cintura, assim como as de um detetive. O casaco ia até seus joelhos, onde encontrava o começo de suas longas botas de couro preto e de salto finíssimo.
Com as mãos nos bolsos, ela andava calmamente pela calçada, quando avistou, há uns 15 metros de distância, um rosto aparente mente conhecido. O cabelo louro e comprido parecia estar lhe chamando e ela o seguiu. Ou melhor, ela correu, porém correu delicadamente, para não chamar a atenção. Quando o alcançou, teve certeza de que era ele mesmo. Ele parou em meio a multidão e lançou um olhar pelo canto do olho. Juliette, suspirando, olhou para ele e sussurrou:
- Sebastian, meu Sebastian...!
Alguém tem alguma ideia do que vem a seguir? Se tiver, poste para mim.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Postado por Cassy às 12:39
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